Poppy encarna diva do metal e vira trilha de ‘remada viking’ no Rock in Rio

  • 05/09/2026
(Foto: Reprodução)
Público faz ‘remada viking’ durante show de Poppy À primeira vista, a cantora Poppy parecia uma diva pop ao subir no Palco Sunset neste sábado (5) de Rock in Rio. HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa GALERIA: Veja fotos dos shows 2º dia Famosos curtem 2º dia; veja imagens De look temático verde e azul (que até lembrava o de Lady Gaga em Copacabana), ela surgiu cantando delicadamente a faixa “Have You Had Enough”, com cabelo longo preto e pedestal brilhante. Para um desavisado, parecia ser uma artista pop encaixada no dia errado. Isto é, até a segunda página. À medida que as músicas ganham peso, Poppy se assume uma diva do metal. Vai do “fofo kawaii” ao gutural, acompanhada de uma banda coma máscaras bizarras e solos acelerados. Poppy se apresenta no Rock in Rio 2026 Reprodução/Globoplay O trunfo de Poppy é brincar com contrastes e, de certa forma, sempre foi assim. Antes de cantar, ela ganhou notoriedade no início dos anos 2010, com vídeos enigmáticos em que interpretava uma “boneca androide”. Fofa e bizarra, convidativa e aterrorizante. Em 2016, se lançou como cantora pop, com sonoridade mais eletrônica e dançante. Mas se encontrou mesmo no metal, ainda que ela prefira se definir como uma artista eclética. Essa dualidade é interessante e, nos primeiros “sustos”, animou bem o público nesta noite. As chamas e fumaça no palco sempre ajudam. Depois, ficou batido: a maior parte das faixas começa devagar até a percussão apertar, e a constante oscilação de ritmos esfriou a energia ao longo do show. Ela também não conversou muito. Falou o básico, pediu rodinhas e seguiu o repertório – não mencionou nem que “V.A.N”, uma das que mais engajou a galera, era uma parceria com Bad Omens, que também se apresenta mais tarde. Não que o público não tenha se divertido. Além das clássicas rodinhas punk e sinalizadores, por algum motivo, alguns chegaram a se sentar no chão enlameado e puxar uma “remada viking” (sim, como a torcida da seleção norueguesa de futebol) durante o show. Não custa reforçar que Poppy não tem qualquer relação conhecida com o time da Noruega – os fãs provavelmente teriam “remado” para qualquer artista que subisse no palco. O show engatou de vez no final, quando, antes de encerrar com “New Way Out”, Poppy disse que queria ver “a maior rodinha de todas”. Não só deu certo, como deu a impressão de que a energia teria sido melhor se ela tivesse pedido mais. Não foi o melhor show do dia, que já teve uma multidão fervorosa com o Sepultura, tampouco o pior depois de MGK. Poppy deve ter convertido alguns fãs e preencheu bem o horário. Mas tinha espaço pra bem mais. Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/rock-in-rio/noticia/2026/09/05/poppy-encarna-diva-do-metal-e-vira-trilha-de-remada-viking-no-rock-in-rio.ghtml


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