Morte do produtor musical Bira Haway tira de cena um dos principais arquitetos do pagode dos anos 1990

  • 25/01/2026
(Foto: Reprodução)
Bira Haway (1951 – 2026) atuava como produtor musical e ritmista nos estúdios de gravação Reprodução / Facebook Bira Haway ♫ OBITUÁRIO ♬ A morte de Ubirajara de Souza (7 de outubro de 1951 – 25 de janeiro de 2026) – o produtor musical conhecido como Bira Haway – tira de cena um dos principais arquitetos do pagode romântico da década de 1990. Falecido no Rio de Janeiro (RJ) neste domingo, aos 74 anos, o artista atuou como percussionista, como compositor e como intérprete de sambas de enredo, tendo puxado o samba da escola Estácio de Sá no Carnaval de 1989. Como ritmista, ofício que o levou a se iniciar na música aos 13 anos, o instrumentista era polivalente, manejando com habilidade instrumentos como surdo, repique de mão e tantã em discos de cantores como Zeca Pagodinho. Mas é como produtor musical que o pai de Anderson Leonardo (1972 – 2024) fica imortalizado no universo do samba. Bira Haway teve atuação decisiva na discografia de grupos de pagode como Exaltasamba, Molejo, Revelação e Soweto, para citar somente quatro grupos que tiveram álbuns formatados pelo produtor musical. O nome de Bira Haway figura nos créditos, como produtor musical, de álbuns relevantes do pagode dos anos 1990, casos de “Cartão postal” (Exaltasamba, 1998), “Refém do coração” (Soweto, 1997), “Farol das estrelas” (Soweto, 1999) e “Não quero saber de ti ti ti” (Molejo, 1996). Filho de pai compositor de bloco de Carnaval e de mãe porta-bandeira, Ubirajara tocou nas noites de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) antes de integrar o grupo Sambrasil e de se firmar como músico de estúdio. A propósito, se o nome Bira veio de Ubirajara, o sobrenome artístico Haway foi fruto da assiduidade com que o músico trabalhou no Estúdio Haway. A partir de 1983, sem deixar de atuar como músico de estúdio, Bira Haway passou a priorizar o ofício de produtor musical e, nesse posto, fez nome no samba a partir da década de 1990. Qualquer ensaio ou texto biográfico sobre o pagode dessa geração 90 – estilo de samba que tem ecoado nos últimos anos em ondas de saudosismo – fica incompleto se ignorar a significativa contribuição de Bira Haway ao gênero como produtor musical.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/25/morte-do-produtor-bira-haway-tira-de-cena-um-dos-principais-arquitetos-do-pagode-dos-anos-1990.ghtml


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